quinta-feira, 2 de junho de 2011
Depois dos “ervoafetivos”, vêm aí as vagabundas
Meninas com cara de ingênua não entram. A Avenida Paulista receberá sábado às 14 horas mais uma manifestação organizada pela internet: a Marcha das Vagabundas. Apesar da brincadeira do título, o evento é sério e luta contra o machismo, diz a organizadora Solange De-Ré. “Não acho que vamos mudar o mundo, mas queremos levantar a poeira desse assunto.” A origem da manifestação é canadense. A primeira passeata, chamada de “SlutWalk”, reuniu mais de 3 mil pessoas em abril, na cidade de Toronto. A ideia surgiu depois que um policial disse em uma universidade que as mulheres não deveriam se vestir como vagabundas para evitarem a violência sexual. “Sofremos isso todos os dias. É dizer que o estupro pode ser culpa da mulher, e não de um cara louco que gosta de ver mulheres sofrendo”, diz a organizadora do evento em São Paulo.
Solange, que é escritora de contos e poesias, afirmou já ter sofrido assédio sexual ao ser simpática com um homem e ser interpretada como uma “mulher fácil”. “Muitos homens chamam as mulheres de gostosas na rua, se não olhamos, logo nos chamam de vagabunda. O Brasil é um país machista”, diz. A ideia veio por acaso, depois que ela e uma amiga viram a notícia da marcha no Canadá e acharam que deveriam trazer a ideia para o Brasil.
Assim como a Marcha da Liberdade e o Churrascão da Gente Diferenciada, organizados pela internet recentemente, a Marcha das Vagabundas faz barulho no Facebook. Mais de 4 mil pessoas já confirmaram presença no evento pela rede social.
E nem o tempo frio da capital paulista vai espantar as participantes, de acordo com Solange. As mulheres não precisam comparecer vestidas com roupas curtas. “Devem ir como se sentirem melhor. Não é um concurso de miss ou festa à fantasia. O corpo é seu e você faz o que quiser com ele”, diz Solange.
(Galileu)
Nota: Sem dúvida que o machismo deve ser combatido, e os cristãos criacionistas devem dar exemplo a esse respeito, já que creem que Deus criou homem e mulher com o mesmo status e sabem que Jesus tratou as mulheres de Seu tempo com muita dignidade e respeito, valorizando-as, a despeito da cultura sexista que O rodeava. Não questiono aqui a legitimidade dessa marcha (embora continue contra a marcha em defesa da maconha), mas não vejo com bons olhos o teor apelativo dessa campanha, a começar pelo nome dela. Em lugar de valorizar a mulher, creio que isso apenas a desvaloriza. É mais ou menos como certas campanhas da Peta, cuja causa até é nobre, mas cai no ridículo pela apelação (confira aqui, aqui e aqui).[MB]
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Sandro Espindola
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CPB lança mais quatro obras importantes
A Casa Publicadora Brasileira acabou de lançar quatro importantes obras de forte conteúdo teológico e histórico. Inaugurando a Série Logos, que abarcará também o Dicionário Bíblico Adventista do Sétimo Dia e o Comentário Bíblico Adventista em língua portuguesa (em sete volumes), o Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia é um livro com mais de mil páginas, que apresentam um estudo exaustivo das principais doutrinas e crenças adventistas. Cada um dos 28 temas é analisado ao longo de toda a Bíblia e exclusivamente na Bíblia, depois na história cristã e nos escritos adventistas. Outro livro de “fôlego” é o Terra de Esperança, do historiador Floyd Greenleaf (leia entrevista com ele aqui). Com mais de 800 páginas, a obra trata da história da Igreja Adventista na América do Sul, presente aqui há mais de um século. “Hoje, alguém pode olhar para as grandes instituições adventistas localizadas nesses países e ser tentado a pensar que tudo foi fácil. Mas, na verdade, o início da pregação na América do Sul teve muitos desafios. Pioneiros como Jorge Riffel, Thomas Davis, Albert Stauffer, Frank Westphal, Fernando Sthal e Huldreich Graf que o digam”, diz o texto da contracapa.
Mais dois dois livros serão lançados em breve e tratam do tema reavivamento e reforma – O Reavivamento Verdadeiro e O Reavivamento Prometido, de autoria de Ellen G. White e Mark Finley, respectivamente. Ambos vêm para reforçar e reafirmar o desejo da igreja de que cada um de seus membros e líderes busque o batismo do Espírito Santo para a transformação da vida e a pregação final do evangelho ao mundo.
Michelson Borges
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Sandro Espindola
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