quinta-feira, 26 de maio de 2011

Música + volante = perigo constante?


Os adeptos do cooper sabem bem que não há nada como uma música agitada explodindo nos ouvidos para aumentar o pique da corrida. Não dá para ouvir canções calminhas ou você vai é querer voltar para a cama. Agora, essa mesma lógica, quando aplicada a um motorista, pode ser perigosa. É isso que mostra uma pesquisa realizada pela empresa fabricante de peças de automóveis Halfords, que entrevistou condutores para saber se o comportamento deles é afetado pela música que ouvem enquanto estão atrás do volante. 60% dos participantes responderam que sim. A análise continuou para saber quais faixas afetavam esse comportamento e o resultado foi o seguinte: Beastie Boys e The Prodigy são um perigo! No topo das faixas que mais dão vontade de acelerar além da conta e causar no trânsito estão “Sabotage” e “Firestarter”.

Se você é uma daquelas pessoas que amam dirigir ouvindo um som, mas não quer estar propenso a causar um acidente, foi feita também uma lista de músicas tranquilas, encabeçada por “As Quatro Estações”, de Vivaldi. Veja abaixo os dois top 5:

As mais perigosas: 1. Beastie Boys (“Sabotage”); 2. The Prodigy (“Firestarter”); 3. Papa Roach (“To Be Loved”); 4. Kanye West (“Stronger”); 5. Rachmaninoff (“Prelude In C Sharp Minor”).

As mais calmas: 1. Vivaldi (“As Quatro Estações”); 2. Jack Johnson (“Breakdown”); 3. Adele (“Someone Like You”); 4. Coldplay (“Yellow”); 5. Fleetwood Mac (“Landslide”).

(Rolling Stone)

Nota: Agora aplique esse conceito ao culto a Deus e entenda por que músicas agitadas, fortemente percussivas e muito ritmadas não combinam com a adoração.[MB]

Cérebro prefere música clássica


Dizer “Esta música é muito boa” ou “Nossa! Que música horrível” é muito comum. Todos têm seus gostos particulares e rejeitam artistas e bandas que fogem das preferências pessoais. Mas uma pesquisa publicada no periódico científico BMC Research Notes revela que talvez haja um padrão. Segundo o artigo, as pessoas tendem a gostar das músicas que soam “complexas” aos ouvidos, mas que são “decifráveis e armazenadas” pelo cérebro, como as composições eruditas. O autor do estudo, Nicholas Hudson, biólogo da Australian Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization, disse que o cérebro comprime a informação musical como um software de computador faz com um arquivo de áudio: ele identifica padrões e remove dados desnecessários ou redundantes. A música clássica, por exemplo, pode parecer complexa para quem ouve, mas o cérebro consegue encontrar padrões para o trabalho de compressão. Pouca coisa é descartada. Hudson usou programas de compressão de músicas para imitar como o cérebro age e usou músicas que já haviam sido analisadas em um estudo de 2009 que mediu como 26 voluntários curtiam músicas de diferentes gêneros musicais como clássico, jazz, pop, folk, eletrônica, rock, punk, techno e tango.

Entre as músicas que o biólogo escolheu, “I should be so Lucky”, da Kylie Minogue, foi comprimida a 69,5% de seu tamanho original; “White Wedding”, do Billy Idol, foi diminuída a 68,5%; e a Terceira Sinfonia do Beethoven foi reduzida a 40,6% do seu tamanho inicial. O cérebro, como o software encontraram mais padrões na música do compositor alemão. Com as outras músicas, ele teve pouco trabalho de compressão, pois o resto foi “jogado fora”. Fazendo uma comparação, as músicas mais “comprimíveis” foram aquelas escolhidas como as mais agradáveis no estudo de 2009. 

Mas por que nosso cérebro gosta mais das músicas que o fazem trabalhar mais para comprimi-las? “É da nossa natureza sentir mais satisfação ao atingir uma meta quando a tarefa é mais difícil. As coisas fáceis trazem um prazer superficial. As músicas mais simples, com poucos padrões de compressão, rapidamente ficam irritantes e deixam de ser estimulantes”, disse Hudson. Essa é uma explicação para aquela sensação de enjoar rapidamente de uma música. O teste também incluía barulhos aleatórios que só puderam ser comprimidos a 86%. O resultado foi que esses sons causaram indiferença e tédio nas pessoas. 

Já foi dito que música clássica ajuda a memória, ajuda o foco nos estudos e pode até deixar as pessoas mais inteligentes. Este é mais um estudo que comprova a qualidade da música clássica, mas, como diz o ditado: gosto não se discute. [No entanto, no que diz respeito à música sacra, princípios se discutem e estão acima dos gostos pessoais. – MB]

(Hypescience)

Nota: Certa vez, eu conversava com uma conhecida cantora adventista e ela me disse que havia se convencido de que o ideal era não usar forte percussão nos acompanhamentos. Perguntei-lhe como ela havia chegado a essa conclusão e ela respondeu: “O responsável pela produção do meu CD perguntou-me se eu queria bateria nos playbacks. Eu estava estudando o assunto e disse que não queria bateria. A resposta dele confirmou minha decisão. Ele disse que a bateria ajuda a vender e a tornar a música mais simples, além disso, barateia a produção. Sem bateria, ele teria que melhorar a investir na orquestração. Mas não é justamente isto o que temos que fazer, oferecer o melhor para Deus?” Infelizmente, no meio cristão também há aqueles que produzem músicas descartáveis, repetitivas (quase hipnotizantes) e carregadas de dissonância, melismas (shows vocais) e forte percussão. Lembre-se de que, como mostra a pesquisa acima, o cérebro “identifica padrões e remove dados desnecessários ou redundantes”. Há músicas no Hinário Adventista, por exemplo, que têm sido cantadas há séculos e ainda falam ao coração do adorador moderno. Por outro lado, há músicas “sacras” criadas recentemente e que rapidamente se tornam “irritantes” e estão fadadas ao esquecimento. O músico, assim como qualquer outro profissional cristão, deve sempre se perguntar: Isto é o melhor que posso oferecer a Deus ou se trata apenas de algo para agradar o meu gosto e gosto dos meus ‘fãs’?”[MB] 

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