quinta-feira, 19 de maio de 2011

Não se pode explicar o universo sem Deus


Não restam dúvidas de que Stephen Hawking é intelectualmente destemido como um herói da física. E em seu último livro, o notável físico propõe uma audaciosa mudança na crença religiosa tradicional na criação divina do universo. Conforme Hawking, as leis da física, não a vontade de Deus, proveem a explicação real de como a vida na Terra veio a existir. O Big Bang, ele argumenta, foi a inevitável consequência daquelas leis “porque há uma lei como a gravidade, o universo pode e quis criar a si mesmo do nada”. Desafortunadamente, enquanto o argumento de Hawking está sendo saudado como controverso e revolucionário, ele dificilmente seria novo.

Por anos, outros cientistas têm feito afirmações semelhantes, sustentando que o assombroso, a criatividade sofisticada do mundo ao nosso redor, pode ser interpretado somente com referência às leis físicas, assim como a gravidade. Isso é uma abordagem simplista, ainda que em nossa época secularizada seja a única que aparenta ter ressonância com um ceticismo público.

Mas, como cientista e cristão, simultaneamente, eu gostaria de dizer que a afirmação de Hawking é equivocada. Ele nos pede para escolher entre Deus e as leis físicas, como se eles estivessem necessariamente em conflito mútuo. Porém, contrariamente ao que Hawking declara, leis físicas nunca podem prover uma completa explanação do universo. As próprias leis não criaram nada; elas meramente são uma descrição do que acontece sob certas condições.

O que parece que Hawking fez foi confundir leis com o agente. Seu chamado a nós para escolhermos entre Deus e as leis é quase como alguém nos exigir para optar entre o engenheiro aeronáutico Sir Frank Whittle e as leis da física para explicar o mecanismo do avião. Esta é a confusão de categoria. As leis da física podem explicar como o mecanismo do avião funciona, mas alguém tem de construir, pôr em funcionamento e dar a partida. O avião não poderia ser criado sem as leis da física por si mesmas – todavia, para o desenvolvimento e criação, precisa-se do gênio de Whittle como seu agente. De modo similar, as leis da física nunca poderiam ter construído o universo. Algum agente deve ter se envolvido.

Para usar uma simples analogia: as leis do movimento de Isaac Newton, em si mesmas, nunca fizeram uma bola de sinuca atravessar o carpete verde, o que somente pode ser feito por pessoas usando o taco de sinuca e as ações de suas mãos.

O argumento de Hawking me parece até muito mais ilógico quando ele diz que a existência da gravidade torna a criação do universo inevitável. Mas como poderia a gravidade existir em primeiro lugar? Quem a pôs ali? E qual foi a força criativa por trás de seu início? De forma análoga, quando Hawking argumenta, em apoio à sua teoria de geração espontânea, que isso era somente necessário para “o azul tocar o papel” para ser iluminado para “deixar o universo vir”, a questão deve ser: De onde vem esse azul que toca o papel? E quem o fez, se não Deus?

Muito da racionalidade que se segue ao argumento de Hawking engana-se com a ideia de que há um conflito aprofundado entre ciência e religião. Mas reconheço que não há desacordo entre elas. Para mim, como religioso cristão, a beleza das leis científicas somente reforça minha fé em uma inteligência, força divina e criativa em operação. Creio em Deus por causa da maravilha na abrangência, sofisticação e integridade de sua criação.

A verdadeira razão para a ciência florescer tão vigorosamente nos séculos 16 e 17 foi precisamente devido à crença de que as leis da natureza, as quais foram então descobertas e definidas, reflete a influência de uma divina legislação. Um dos temas fundamentais do Cristianismo é que o universo foi feito de acordo com um Planejador racional e inteligente. A fé cristã proporciona perfeito senso científico.

Alguns anos atrás, o cientista Joseph Needham fez um estudo épico do desenvolvimento tecnológico na China. Ele queria descobrir por que a China, com todos os seus precoces dons de inovação, tinha falhado por estar tão atrás da Europa em seu desenvolvimento da ciência. Ele relutantemente chegou à conclusão de que a ciência europeia tinha sido estimulada pela disseminada crença na racional força criativa, conhecida como Deus, a qual fez todas as leis científicas compreensíveis.

Não obstante, Hawking, como muitos outros críticos da religião, quer que creiamos que não somos nada mais que uma aleatória coleção de moléculas, o produto final de um processo não intencional. Se verdadeiro, isso poderia indeterminar quanta racionalidade precisamos para estudar a ciência. Se o cérebro fosse realmente o resultado de um processo não dirigido, então não há razão para crer em sua capacidade para nos dizer a verdade.

Vivemos em uma época de informação. Quando vemos algumas letras do alfabeto escrevendo nosso nome na areia, imediatamente nos sentimos responsáveis em reconhecer o trabalho de um agente inteligente. Como muito mais, provavelmente, então, estaria um criador inteligente por trás do DNA humano, o colossal banco de dados biológico que contém não mais que 3,5 bilhões de “letras”?

É fascinante que Hawking, em ataque à religião, sente-se compelido a colocar tanta ênfase na teoria do Big Bang. Porque, por mais que os não crentes não gostem disso, o Big Bang combina exatamente com a narrativa da criação cristã. Isso porque, antes de o Big Bang se tornar usual, vários cientistas foram forçados a admitir isso, apesar disso parecer se alinhar à história da Bíblia. Alguns aderiram à visão aristotélica do “universo eterno” sem início ou fim; mas essa teoria, e recentes variantes dela, estão agora profundamente desacreditadas.

Mas apoio à existência de Deus está muito além da realidade da ciência. Dentro da fé cristã, há também a poderosa evidência de que Deus Se revelou à humanidade através de Jesus, há dois milênios. Isso é tão documentado não apenas nas Escrituras e em outros testemunhos, mas igualmente na fortuna das descobertas arqueológicas.

Sendo assim, as experiências religiosas de milhões de crentes não podem claramente estar enganadas. Eu mesmo e minha própria família podemos testemunhar sobre a influência que a fé tem em nossa vida, algo que desafia a ideia de que não somos nada mais do que uma coleção aleatória de moléculas.

É tão forte quanto óbvia a realidade de que somos seres morais, capazes de entender a diferença entre certo e errado. Não há rota científica para tais conceituações éticas. A física não pode inspirar nosso discernimento dos outros, ou do espírito de altruísmo que existe na sociedade humana desde a aurora do tempo.

A existência de um conjunto comum de valores morais aponta para a existência de uma força transcendente além das meras leis físicas. Assim, a mensagem do ateísmo tem sempre sido curiosamente a única depressiva, retratando-nos como criaturas egoístas inclinadas a nada mais do que sobrevivência e autogratificação.

Hawking também pensa que a existência potencial de outras formas de vida no universo mina a tradicional convicção religiosa de que somos o único motivo para Deus criar o planeta. Mas não há prova de que outras formas de vida existam fora, e Hawking certamente não presenciou nenhuma.

Sempre me diverte que o ateísmo geralmente argumente pela existência de inteligência extraterrestre além da Terra. Assim, eles também estão somente ansiosos para denunciar a possibilidade, a qual nós já aceitamos, de um vasto e inteligente Ser externo ao mundo: Deus.

O novo fuzilamento de Hawking não pode abalar os fundamentos da fé que está baseada em evidência.

(John Lennox, apologista cristão, é professor de Matemática em Oxford. Ficou conhecido principalmente por debater com Richard Dawkins, em outubro de 2007, em evento patrocinado pela entidade cristã Fixed Point Foundation. O artigo original de Lennox foi publicado no Dailymail e reproduzido no blog Questão de Confiança. A despeito da qualidade de sua argumentação, a única ressalva seria sobre o Big Bang: embora seja uma explicação teleológica, a teoria contraria alguns dados bíblicos)

Segredos digitais de Osama: e-mails e pornografia


Mais de duas semanas após seu assassinato, Osama bin Laden ainda está dando o que falar. A última descoberta diz respeito a informações contidas em pendrives encontrados na última morada do terrorista. Lá havia e-mails trocados com membros da Al Qaeda, assim como pornografia – muita pornografia. Os serviços de inteligência dos EUA e a mídia de todo mundo continuam muito interessados em saber como Osama passou seus últimos anos de vida, desde o ataque de 11 setembro de 2001 até a sua morte no dia 1º de maio deste ano. Na busca por comprovação jurídica do envolvimento ainda ativo de Osama bin Laden com a organização Al Qaeda e seus demais membros, forças de inteligência dos Estados Unidos conseguiram acessar milhares de e-mails armazenados em cerca de cem pendrives diferentes encontrados no refúgio paquistanês do terrorista. Dean Takahashi, do The Wall Street Journal, descreve como funcionava o esquema de transmissão de informação entre Osama e seus companheiros: “Osama bin Laden escrevia uma mensagem e a guardava em um pendrive. Um mensageiro de confiança o levava a um cybercafé distante”, explica. “Isso praticamente garantia que Osama não fosse localizado nem por seu endereço de e-mail nem por sua conexão de internet”, completa. [...]

A agência de notícias Reuters relata que os investigadores encontraram outro tipo de coisa nos vários pendrives: (muita) pornografia. Existem registros de Osama assistindo TV e usando um computador. Ou seja, mesmo com a falta de uma conexão de internet local, ele provavelmente era capaz de ver seu entretenimento adulto enquanto descansava em seu complexo, que também era a casa de pelo menos duas de suas cinco esposas.

A pornografia foi encontrada junto com alguns produtos farmacêuticos como aspirina e diversos tubos de vaselina. Não está claro de onde a pornografia veio ou que tipo de pornografia era, mas é provável que Osama a tenha conseguido através dos mesmos cybercafés utilizados para mandar os e-mails aos demais membros da Al Qaeda.

Essa é mais uma infração para a coleção de Osama bin Laden. Em alguns países do Oriente Médio, como a Arábia Saudita, ver materiais pornôs acarreta punição física grave. O livro sagrado do Islã, o Alcorão, contém passagens que são interpretadas como mensagens de que ver pornografia é pecado. Por isso, a maioria dos islâmicos é proibida de se renderem aos prazeres da pornografia. Mas Osama deu um jeito de contornar isso.

(Hypescince)

Nota: O problema de muitos líderes (políticos e religiosos) é se achar acima de todos e até mesmo dos princípios éticos defendidos por sua religião. Bin Laden condenou três mil inocentes à morte por considerá-los infiéis e por demonizar o Ocidente cristão. Mas que moral ele tinha para pensar assim? Que moral têm pessoas que acham que, ao se explodir matando transeuntes, irão para um “céu” cheio de virgens à disposição deles? Mas Osama não é o único desse tipo. Ao longo dos anos, tenho notado que muitos líderes fanáticos, que defendem bandeiras e ideias extremistas e posam de reformadores e “salvadores da pátria”, são, na verdade, pessoas desequilibradas e frequentemente envolvidas em desvios de conduta. Acusam a igreja de que fazem ou fizeram parte para encobrir seus próprios erros. São como os fariseus hipócritas que pareciam interessados em defender os princípios do judaísmo enquanto, por baixo dos panos, tramavam a morte de um inocente, Jesus Cristo. Osama já se foi, mas muitos outros da mesma laia permanecerão por aí até Deus dar um basta.[MB]

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