quinta-feira, 9 de junho de 2011

O alto preço da pornografia


A pornografia é um negócio grandioso. Com rendimentos anuais excedendo aos 13 bilhões de dólares nos Estados Unidos e 97 bilhões ao redor do mundo, a indústria pornográfica é maior do que a Microsoft, Google, Amazon, eBay, Yahoo!, Apple, Netflix e EarthLink juntas. Claramente, o apetite por obscenidade é voraz. Mas seria isso ruim? Muitos diriam que não. De acordo com as pesquisas do Barna Group, 38% dos adultos acreditam não haver qualquer imoralidade em ver material de sexo explícito. Além disso, aproximadamente um a cada quatro acredita que não deveria haver restrições quanto à pornografia ou ao seu acesso, a despeito de seu conteúdo impróprio para menores. Infelizmente, 28% dos cristãos “nascidos de novo” acreditam que, mesmo com o que está escrito em Mateus 5:28, não há nada de errado em ver pornografia. O mais triste é descobrir que por volta de 50% dos cristãos e 40% de seus pastores admitem ter problemas com a pornografia. Sob tudo isso está o conceito de que a pornografia seja uma relação particular entre um provedor do mercado livre e seus consumidores. Diferente de outras formas de atividade sexual como a prostituição, o adultério ou o estupro, as consequências negativas, em qualquer das citadas, são apenas vivenciadas pelo usuário. Ainda que a pornografia possa não ser saudável, de acordo com o ponto de vista social, tem pouca ou nenhuma importância. Quanto a todas as preocupações excessivas dos grupos religiosos e conservadores, essa está ultrapassada e inapropriada. Contra tais noções, está a evidência esmagadora da natureza destrutiva da obscenidade, não pelos usuários, mas pelos familiares e a sociedade.

O poder viciante dos romances e da pornografia


Matéria publicada no site Hypesciencemenciona as conclusões de Kimberly-Sayer Giles a respeito da influência dos romances sobre as mulheres e da pornografia sobre os homens: “Os homens são muito visuais, e ver pornografia produz uma droga que leva à euforia no corpo. Essa droga é a razão pela qual a pornografia se torna viciante. Quando a elevação natural desaparece, o homem se sente deprimido (como acontece com qualquer droga) e tem vontade de passar pelo processo novamente. As mulheres são mais estimuladas por livros de romance do que por sexo. Então, quando elas leem histórias românticas (e nem precisam ter romance tão explícito assim), elas podem experimentar a liberação da mesma substância química viciante.” Giles sugere que quem se deixa influenciar demais por romances deveria “simplesmente escolher um tipo diferente de livro”. 

Como a pornografia e a leitura de romances (do tipo novela) podem se tornar um vício, o “tratamento” recomendado é o mesmo para pessoas viciadas em álcool, cafeína ou outras drogas: abstinência, substituição e vigilância. No caso dos leitores de romances, como sugere Giles, o melhor caminho é substituir esses livros frívolos por outro tipo de leitura, quem sabe romances-reportagem (com histórias reais e relevantes), literatura edificante e livros cujo conteúdo traga aprendizado útil. A leitura deve sempre ser estimulada e traz muitas vantagens para quem mantém o hábito, mas devemos ter critérios de escolha bem estabelecidos. Livros se tornam verdadeiros companheiros e invadem nossa mente, introduzindo ali ideias, valores e pensamentos que, de uma forma ou de outra, acabam influenciando nossa visão de mundo e até mesmo nossos valores. Por isso, escolha bem seus “companheiros”.

Com respeito à pornografia, o conselho é o mesmo: fugir da tentação. Um alcoólatra em tratamento jamais deve pegar um copo de bebida ou mesmo entrar num local em que são vendidas bebidas alcoólicas. Aí está a vigilância. O viciado em pornografia também deve policiar seu comportamento. Deve evitar conteúdos (imagens, sons, textos) que estimulem pensamentos eróticos e encher a mente de conteúdos puros e edificantes: oração e estudo da Bíblia são o melhor “firewall”. Se a tentação está na locadora, não vá lá. Se é o computador, tome providências para não navegar sozinho. 

O conselho é antigo, mas nunca foi tão atual: “Aqueles que não querem ser presa dos ardis de Satanás devem bem guardar as entradas da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros. A mente não deve ser deixada a divagar ao acaso em todo o assunto que o adversário das almas possa sugerir” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 285). E lembre-se: “Submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês” (Tg 4:7).[MB]

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